segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Galvão e Belfort são escalados para UFC na Globo; lutador diz: "nunca imaginei isso"

 A Rede Globo definiu seu time de transmissão para seu primeiro evento com o UFC, neste sábado. E o principal nome será o Galvão Bueno, o mais tradicional narrador da emissora. Ao seu lado para comentar o combate entre o campeão dos pesos pesados Cain Velásquez e o desafiante brasileiro Júnior Cigano estará Vitor Belfort, que já trabalhou para a RedeTV! nesta função, no UFC Rio.

A princípio, as notícias davam conta que Sérgio Maurício seria o narrador, por seu histórico com lutas, inclusive no canal de pay-per-view da Globo, o Combate. Ao seu lado estaria Anderson Silva, que por um compromisso com o próprio UFC não poderá participar, como esperado. Nesta segunda-feira, Anderson Silva chegou a dar entrevista como comentarista, participando do "Mais Você", de Ana Maria Braga.

Contatado pelo UOL Esporte, Vitor Belfort confirmou que será o comentarista, mas não sabia que seria ao lado de Galvão. “Que barato, nunca imaginei que um dia comentaria uma luta ao lado do Galvão. Vai ser uma experiência e um aprendizado”, afirmou Belfort.

“Acho ele um cara fantástico, inteligente. Com certeza vai me ajudar e me deixar tranquilo para eu fazer o que sei, que é passar a experiência na visão do lutador”, concluiu o lutador, que celebrou a oportunidade no Twitter. "Eu e o @galvaobueno estaremos comentando o @Ufc nesse sábado. Obrigado a todos executivos por acreditarem em mim, darei o meu melhor".

Galvão Bueno costumava narrar noitadas de boxe, como as do brasileiro Acelino Freitas, o Popó, que foi tetracampeão mundial no quadrilátero. Esta será, no entanto, sua estreia com o MMA, justamente no UFC on FOX, estreia da TV Globo como transmissora do evento.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/lutas/vale-tudo/ultimas-noticias/2011/11/07/globo-escala-galvao-bueno-e-vitor-belfort-para-transmissao-de-estreia-do-ufc.htm

Já são 14 as questões canceladas no Enem do CE

O Ministério da Educação (MEC) resolveu anular mais uma questão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para 639 alunos do Colégio Christus de Fortaleza, Ceará. Agora, são 14 os itens cancelados.

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O MEC informou que foram anuladas as seguintes questões do caderno amarelo do Enem: 25, 29, 33 e 34 (Ciências Humanas), 46, 50, 57 e 87 (Ciências da natureza), 113 (Linguagens) 141, 154, 173 e 180 (Matemática). Essa sequência de questões é diferente da relação de 13 itens descrita no pedido inicial do Ministério Público Federal (MPF) no Ceará. O MPF ainda havia relacionado a questão 32 e não citou os itens 25 e 29.
O procurador Oscar Costa Filho havia pedido o cancelamento de 13 questões para todo o Brasil, o que a Justiça Federal no Ceará acatou. Na decisão do Tribunal Regional Federal da 5.ª Região, sobre o recurso do MEC, ficou decidido que a medida ficaria circunscrita ao colégio para casos de coincidências apuradas pelo ministério, por meio da assessoria, o MEC informou que, desde o começo da investigação dos problemas com o exame, trabalhou com 14 questões suspeitas. No entendimento do ministério, nove eram idênticas, uma era considerada muito parecida e outras quatro classificadas como “polêmicas”. Preferiu-se, portanto, pelo cancelamento de todas.

O MEC e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pelo Enem, afirma que os alunos que tiverem as questões canceladas não terão prejuízo na nota do exame. Isso por causa do método de Teoria da Resposta ao Item (TRI) adotado pelo Enem.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 30 de outubro de 2011

Brasil: sexta economia mundial

Graças à crise dos países desenvolvidos, neste ano, o Produto Interno Bruto brasileiro medido em dólares deverá ultrapassar o do Reino Unido, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional e das consultorias EIU (Economist Intelligence Unit) e BMI (Business Monitor International). A reportagem está disponível para assinantes da Folha e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
 
A estimativa mais recente, da EIU, prevê que o PIB do Brasil alcance US$ 2,44 trilhões, ante US$ 2,41 trilhões do PIB britânico. Com isso, o Brasil passará a ocupar a posição de sexta maior economia do mundo. Em 2010, ao deixar a Itália para trás, o país já havia alcançado o sétimo lugar. 

Como a economia brasileira cresce em ritmo menor que a de outros emergentes asiáticos, em 2013, o país deverá perder a sexta posição para a Índia. Mas voltará a recuperá-la em 2014, ano da Copa do Mundo, ao ultrapassar a França, segundo a EIU. 

Até o fim da década, o PIB brasileiro se tornará maior do que o de qualquer país europeu, de acordo com projeções da EIU. Depois de passar Reino Unido e França, a economia brasileira deverá deixar a alemã para trás em 2020. 

A tendência de ascensão dos emergentes já era esperada por especialistas há anos, mas tem ganhado velocidade devido à crise global. 

Fonte: Folha.com

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

'Rio é a cidade mais sexy onde já estive', diz Katy Perry no Rock in Rio

Katy Perry se apresentou no Rock in Rio nesta sexta-feira, 23. A cantora apareceu para o público no alto do palco, em cima de uma nuvem. A plateia  cantou junto com Katy já a primeira música do show,  o hit "Teenage dream". "O Rio é a cidade mais sexy onde já estive", disse a cantora, que ainda brincou com o público. "Quem quer ser meu namorado esta noite?", disse ela, que pediu para os homens tirarem a camisa e chamou um rapaz (ele se apresentou como Júlio, de Sorocaba) ao palco, que ganhou um beijo e deu outro dela. Sortudo, né?

sábado, 6 de agosto de 2011

Conselheiro da ONU critica estrutura do Rio para Copa e Olimpíada

O conselheiro especial da ONU (Organização das Nações Unidas) para o Esporte, Wilfried Lemke, criticou a atual infraestrutura do Rio de Janeiro na preparação para receber a Copa do Mundo, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016. 

Em entrevista publicada neste sábado no jornal alemão "Weser Kurier", o dirigente alemão de 64 anos --que esteve no Rio em julho-- fez referência ao tráfico de drogas na cidade, aos problemas de hospedagem e ao transporte urbano. 

"O Rio precisa urgentemente de mais quartos de hotéis para ser capaz de receber o grande número de pessoas de todo o mundo esperadas para ir ao Brasil", disse o conselheiro ligado ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. 

Lemke disse também que o transporte urbano ainda é um desafio para a Olimpíada de 2016. "No momento, você precisa de horas para ir de uma parte da cidade até outra". Ele, porém, acredita que melhorias nestas áreas trarão um verdadeiro legado para o Rio após 2016.

Fonte: folha.com

sábado, 16 de julho de 2011

Obama pede que republicanos façam concessões por pacote fiscal

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste sábado que fez concessões em assuntos importantes para os democratas a fim de chegar a um acordo do novo pacote fiscal e evitar que o país entre em moratória em 2 de agosto. Ele disse ainda que espera "o mesmo dos republicanos". 


O presidente e os democratas querem aprovar um pacote de medidas fiscais que inclui aumentar os impostos aos contribuintes mais ricos, medida inadmissível para seus adversários, defensores do corte de gastos sociais para obter recursos. 


Os republicanos consideram um plano em longo prazo, que ligue o aumento do teto da dívida americana --atualmente em US$ 14,3 trilhões-- à aprovação de uma emenda constitucional que exija equilibrar o Orçamento. 


A proposta republicana --que deve ser apresentada no Congresso na próxima terça-feira-- inclui US$ 2,5 trilhões em cortes de gastos, congelamento dos gastos governamentais em uma porcentagem determinada pelo PIB e uma emenda sobre o equilíbrio do orçamento, mas não inclui qualquer aumento de impostos, como propõe Obama e os democratas para aumentar as rendas. 


Em seu tradicional discurso de rádio aos sábados, Obama lembrou que seus antecessores na Casa Branca tiveram de fazer "sacrifícios" para alcançar acordos e instou os republicanos a encontrar uma saída à crise de dívida. 


"Além do mais, já trabalhamos juntos anteriormente. Ronald Reagan trabalhou com [o ex-presidente democrata da Câmara de Representantes] Tip O'Neill e outros democratas para cortar despesas, elevar a receita federal e reformar a saúde", lembrou o presidente. 


Obama assinalou que seu companheiro de partido Bill Clinton, presidente entre 1992 e 2000, "trabalhou com [o ex-presidente republicano da Câmara de Representantes] Newt Gingrich e a maioria republicana para equilibrar o orçamento e criar acréscimos". 


"Ninguém alcançou tudo o que queria. Mas trabalharam juntos. E fizeram o país avançar", afirmou Obama, que negociou diariamente com os legisladores de domingo (10) à quinta-feira (14).

Não estão previstos novos encontros neste fim de semana, mas Obama deu ontem um ultimato ao COngresso para que entregue entre este sábado e domingo "uma ideia" do plano para elevar o teto da dívida através de um mecanismo apropriado. 

Fonte: uol.com.br

Brasil pode ser solução alternativa para crise econômica e política na UE e nos EUA

A ameaça de calote em certos países da União Europeia (UE) e o impasse político sobre a dívida pública dos Estados Unidos levaram alguns comentaristas a estabelecer paralelos entre as duas crises.

Gideon Rachman, editor-chefe do serviço internacional do jornal britânico "Financial Times" expôs os dados do problema. Segundo ele, os EUA e a UE se desenvolveram seguindo padrões históricos distintos.

De um lado, haveria o modelo europeu baseado no intervencionismo governamental e no Estado de bem-estar social (Welfare State), ou seja, nas garantias da saúde e do ensino público e de uma legislação protetora dos assalariados. De outro lado, o amodelo americano, fundado na iniciativa privada, na livre empresa e na flexibilidade do mercado de trabalho.

Contudo, defende Rachman, os dois modelos enfrentam atualmente os mesmos entraves : "O problema básico é o mesmo. Os Estados Unidos e a União Europeia têm suas finanças públicas fora de controle e possuem sistemas políticos que não conseguem resolver o problema. A América e a Europa estão afundando no mesmo barco".

Prolongando a discussão, o editorial do jornal parisiense "Le Monde" situou a reflexão numa perspectiva histórica : "Os filósofos terão que estudar um dia esta características das democracias ocidentais deste começo do século 21: elas estão todas gravemente endividadas. Além do mais, essencialmente, este endividamento público precede a crise financeira de 2008-2009".

Um dos colunistas da revista "Economist" (que assina sempre com suas iniciais, M.S.), retomou o assunto no contexto global. Frente à crise econômica das democracias ocidentais, observa M.S., o crescimento da China enfraquece o argumento de que a democracia é uma condição necessária para o progresso econômico.
No final das contas, os desdobramentos da crise econômica e governamental na UE e nos EUA trazem de novo à ordem do dia as interrogações sobre a eficácia dos regimes políticos ocidentais e sobre os valores intrínsecos da democracia.

Para além do caso da China, tais dúvidas dão de novo destaque às vias políticas e econômicas seguidas pelos diferentes países emergentes. Neste contexto, a consolidação do grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), segundo a formulação elaborada pela economista Jim O’Neill, (o qual desconsidera a inclusão da Africa do Sul no grupo, visto que o país possui apenas 50 milhões de habitantes), oferece à democracia brasileira todo a sua singularidade.

De fato, o Brasil é o único país dos Brics que se apresenta como uma plena democracia (ao contrário da Rússia e da China) e que não tem graves clivagens étnicas ou ameaça de conflito atômico com seus vizinhos (caso da Índia).

Fonter: uol.com.br

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Moody's eleva nota do Brasil para 'Baa2'; perspectiva é positiva

A agência de classificação de risco Moody's anunciou nesta segunda-feira que elevou o "rating" (nota de risco de crédito) da dívida soberana brasileira de "Baa3" para "Baa2", com perspectiva positiva. 


Pelos critérios da Moody's, o Brasil já é considerado um país "grau de investimento", isto é, mais seguro para investidores e a mudança de nota não altera esse "status". A perspectiva positiva significa que, para uma próxima revisão, há maiores chances de que o "rating" do país melhore novamente. 


Em seu relatório, a equipe de analistas da Moody's justifica a melhora da "nota" brasileira citando o "desejo de parte do governo em reverter políticas expansionistas e adotar um viés mais conservador, que aparenta ser mais consistente com uma trajetória de crescimento sustentável".

Os especialistas também apontam a expectativa de que a relação dívida pública sobre PIB mantenha uma tendência declinante. Essa relação é uma medida consagrada entre analistas para averiguar a "saúde financeira" de um país, isto é, sua capacidade de saldar seus compromissos financeiros. 


Alguns dos países da Europa mais problemáticos "devem" mais de 100% de seu PIB, a exemplo da Itália. No Brasil, essa relação está abaixo de 50%. 


Por outro lado, a Moody's aponta como riscos "o rápido crescimento do crédito" com "pressões inflacionárias crescentes" bem "sinais de superaquecimento [da economia]". 

"Através de uma combinação de medidas fiscais e monetárias, as autoridades estão em processo de atacar as condições que provocaram o superaquecimento na economia. Embora seja cedo demais para averiguar se tais medidas serão suficientes, mostram um supostamente forte compromisso em resolver o problema e conter seus impactos com medidas adicionais, se necessário", acrescentam os analistas, no texto divulgado hoje. 

Fonte: folha.com.br

quarta-feira, 15 de junho de 2011

CBF volta a reconhecer Sport como único campeão brasileiro de 1987

A CBF acatou a decisão da Justiça Federal e voltou a reconhecer o Sport como o único Campeão Brasileiro de 1987.

Em nota, a entidade esclarece que a decisão é passível de recurso e diz entender que o reconhecimento do Flamengo como campeão brasileiro daquele ano não contraria os limites da coisa julgada.

No dia 21 de fevereiro deste ano, a CBF reconheceu o Flamengo como campeão brasileiro de 1987. A decisão, a princípio, colocaria fim a uma polêmica que já dura mais de 24 anos. Na ocasião, o presidente do Sport, Gustavo Dubeux, afirmou que não aceitaria dividir o título com o clube carioca e ressaltou que tomaria as providências cabíveis.

Há três semanas, o Sport informou que a Justiça Federal de Pernambuco havia cassado o título do clube carioca, e a CBF deveria revogar a decisão imediatamente, ficando sujeita à multa diária de R$ 500. Na ocasião, Flamengo e CBF alegaram não terem sido informados da decisão judicial.

No Sport, o presidente Gustavo Duboux comemorou a decisão e disse  que espera que essa assunto seja encerrado de uma vez por todas.

- Nós já esperávamos essa decisão. É o nosso direito. O Sport é o único campeão de 1987. Em relação ao campeonato daquele ano, não cabe mais. Essa questão já foi julgada em última instancia. Espero que esse assunto seja encerrado, e o Flamengo, que tem tantos títulos, esqueça esse assunto e deixe essa conquista para o Sport – disse o dirigente, por telefone ao GLOBOESPORTE.COM.

Fonte: globoesporte.com


Professor de notório saber exige o fim da Anistia

O Conversa Afiada tem o prazer de oferecer ao amigo navegante trechos do discurso proferido por Luiz Claudio Cunha, na cerimonia de diplomação de Notório Saber em Jornalismo, na Universidade de Brasilia, no dia 9 de maio:

O jornalismo é a atividade humana que depende essencialmente da pergunta, não da resposta. O bom jornalismo se faz e se constrói com boas perguntas. O jornalismo de excelência se faz com excelentes perguntas.

Eu era uma criança de 12 anos quando irrompeu o golpe de março de 1964. Mas, como as crianças da escola de Realengo, já tinha a idade suficiente para reconhecer a violência, para sofrer o trauma, para sentir o medo. Os efeitos do longo pesadelo de 21 anos se projetaram no calendário. Meu primeiro voto para presidente da República só aconteceu quando tinha 38 anos. Cassaram nossa cidadania, limitaram nossa liberdade, calaram nossos amigos, exilaram nossos líderes, machucaram nosso povo.

Atacaram com violência maior o que mais assusta os tiranos: a universidade, o santuário do conhecimento, a trincheira do livre-pensamento, a sede da consciência crítica. Profanaram o espaço desta universidade, a Universidade de Brasília, a academia que estava no coração da nova ordem sem coração, o regime que combatia a força das ideias pela ideia da força armada, desalmada, desatinada.

Um regime que expurgou da UnB seus dois primeiros reitores, nomes primeiros da educação e do compromisso ético com a escola e com a liberdade do pensamento: Darcy Ribeiro, criador e fundador da UnB, e Anísio Teixeira, lançador do movimento da ‘Escola Nova’  – uma escola que enfatizava o desenvolvimento do intelecto e a capacidade de julgamento. Juntos, Darcy e Anísio assentaram os pilares desta universidade. Anísio inventou na Liberdade, o bairro mais populoso e pobre de Salvador nos anos 1940, a ‘Escola Parque’, que tinha padaria, um jornal diário e uma rádio comunitária por alto-falante, com médico e dentista e turno integral para as crianças. O modelo revolucionário inspirou Darcy a criar os CIEPs anos depois, no Rio de Janeiro. Anísio também ajudou a fundar a SBPC e a CAPES e dirigiu o INEP, Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos, onde defendia o fim do ensino religioso obrigatório nas escolas.

A nova ordem que trazia a desordem institucional afastou ambos, Darcy e Anísio, da UnB, de Brasília, das escolas, dos jovens, do país. Em 12 de março de 1971, auge da violência do mandato do notório general Médici, Anísio desapareceu no Rio, depois de visitar o amigo Aurélio Buarque de Holanda. Os militares disseram que ele estava detido, mas não informaram o seu paradeiro. Dois dias depois, seu corpo foi encontrado, sem sinais de queda nem hematomas, no fundo do poço do elevador do prédio de Aurélio, na praia de Botafogo. Causa da morte: ‘acidente’.

Aqueles eram tempos estranhos, muito estranhos, quando nem os acidentes deixavam rastro.

Pensadores e mestres como Darcy e Anísio resumem bem a história do país e da UnB. E nenhum estudante simboliza melhor esta universidade do que o primeiro lugar em Geologia do ano de 1965, um jovem goiano de 18 anos chamado Honestino Guimarães. É um dos 144 desaparecidos políticos do país. Presidente da Federação dos Estudantes Universitários de Brasília, foi preso pelo Exército e expulso da universidade por reagir à invasão do campus da UnB em 1968. Caiu na clandestinidade com o AI-5, chegou à presidência nacional da UNE e foi preso em outubro de 1973.

A jornalista brasiliense Taís Morais fez as perguntas certas e, no seu livro Sem Vestígios (Prêmio Jabuti de 2006), descobriu o macabro trajeto final de Honestino, percorrendo todo o alfabeto de siglas letais da repressão brasileira: detido no Rio de Janeiro pelo CENIMAR (Centro de Informações da Marinha), trazido a Brasília pelo CIE (Centro de Informações do Exército), torturado durante cinco meses no PIC (Pelotão de Investigações Criminais, no subsolo do prédio do Comando do Exército, na Esplanada dos Ministérios) e levado em fevereiro de 1974 a Marabá num jatinho fretado da Líder Táxi Aéreo por quatro agentes do CIE liderados por um certo major-aviador Jonas, do CISA (Centro de Informações e Segurança da Aeronáutica).

Lá, no sul do Pará, Honestino foi executado e enterrado na selva pelas tropas que combatiam a guerrilha do Araguaia. Honestino desapareceu aos 26 anos, mas o hoje coronel-aviador da reserva (R-1), com nome, sobrenome e endereço conhecido, circula sem chamar a atenção por Brasília, sem que nenhum jornalista se aproxime dele para fazer uma simples e básica pergunta: − Coronel Jonas, o que aconteceu com Honestino?

A prepotência não permitia perguntas para números sem resposta: 500 mil cidadãos investigados pelos órgãos de segurança; 200 mil detidos por suspeita de subversão; 50 mil presos só entre março e agosto de 1964; 11 mil acusados nos inquéritos das Auditorias Militares, 5 mil deles condenados, 1.792 dos quais por ‘crimes políticos’ catalogados na Lei de Segurança Nacional; 10 mil torturados apenas na sede paulista do DOI-CODI; 6 mil apelações ao Superior Tribunal Militar (STM), que manteve as condenações em 2 mil casos; 10 mil brasileiros exilados ; 4.862 mandatos cassados, com suspensão dos direitos políticos, de presidentes a governadores, de senadores a deputados federais e estaduais, de  prefeitos a vereadores; 1.148 funcionários públicos aposentados ou demitidos; 1.312 militares reformados; 1.202 sindicatos sob intervenção; 245 estudantes expulsos das universidades pelo Decreto 477 que proíbe associação e manifestação; 128 brasileiros e 2 estrangeiros banidos; 4 condenados à morte (sentenças depois comutadas para prisão perpétua); 707 processos políticos instaurados na Justiça Militar; 49 juízes expurgados; 3 ministros do Supremo afastados, o Congresso Nacional fechado por três vezes; 7 Assembleias estaduais postas em recesso; censura prévia à imprensa e às artes; 400 mortos pela repressão;  144 deles desaparecidos até hoje.

No início de 1962 oficiais das Forças Armadas foram a São Paulo para um encontro com o jornalista Júlio de Mesquita Filho, a quem entregaram um documento sobre as normas que iriam comandar o governo militar após a queda de Jango. O grupo, integrado pelos generais Cordeiro de Farias e Orlando Geisel, foi mais explícito com o dono de O Estado de S.Paulo: o novo regime queria ficar no poder por pelo menos cinco anos, o que viria a ser a primeira mentira do golpe. O regime militar perdurou quatro vezes mais.

Animado com a conversa, Mesquita chegou ao ponto de sugerir oito nomes para o futuro ministério golpista. O jornalista, acreditem, chegou a fazer o rascunho de um Ato Institucional para fechar Senado, Câmara e Assembleias e para cassar mandatos. Ironia da história: o instrumento de força esboçado por Júlio Mesquita era o mesmo a que a ditadura submeteria seu jornal em 1968 com o AI-5.  Os ex-amigos do golpe confabulado pelo dono do Estadão forçariam o jornal a cobrir os espaços censurados nas páginas com versos de Camões e receitas de bolo.

Precisamos lembrar, devemos contar.

Guerrilha não se confunde com terrorismo, definido sim pelo deliberado objetivo de infundir terror entre a população civil, sob o risco assumido de vítimas inocentes – como no caso do terror consumado do 11 de Setembro em Nova York, como no caso do terror frustrado da bomba do Riocentro no Rio de Janeiro. É por isso que ninguém, nem mesmo um cínico, se atreve a escrever “terroristas de Sierra Maestra” ou “terroristas do Araguaia”.

Eram guerrilheiros, não terroristas. Terrorista era o Estado, que usou da força e abusou da violência para alcançar e machucar dissidentes presos, indefesos, algemados, pendurados, desprotegidos diante de um aparato impiedoso que agia à margem da lei, na clandestinidade, nos porões, torturando e matando sob o remorso de um codinome, encoberto na treva de um capuz. Terroristas eram os assassinos de Honestino Guimarães, Vladimir Herzog, David Capistrano da Costa, Manoel Raimundo Soares, Stuart Angel Jones, Manoel Fiel Filho, Paulo Wright, Zuzu Angel, entre tantos outros.

“A sociedade foi Rubens Paiva, não os facínoras que o mataram”, ensinou Ulysses Guimarães, no dia da promulgação da Constituição de 1988. “Quando, após tantos anos de lutas e sacrifícios, promulgamos o estatuto do homem, da liberdade e da democracia, bradamos por imposição de sua honra: temos ódio à ditadura. Ódio e nojo”, reforçou Ulysses.

A hipocrisia nacional diz que a mera lembrança desses nomes e fatos não passa de revanchismo, de mera volta ao passado.
Uma médica chilena, torturada em 1975 e eleita presidente em 2006, desmente isso: “Só as feridas lavadas cicatrizam”, ensina Michelle Bachelet.

O Supremo Tribunal Federal teve, no ano passado, a chance de lavar esta ferida. E, vergonhosamente, abdicou desse dever.

Apenas dois dos nove ministros do STF – Ricardo Lewandowski e Carlos Ayres Brito – concordaram com a ação da OAB, que contestava a anistia aos agentes da repressão. “Um torturador não comete crime político”, justificou Ayres Brito. “Um torturador é um monstro. Um torturador é aquele que experimenta o mais intenso dos prazeres diante do mais intenso sofrimento alheio perpetrado por ele. Não se pode ter condescendência com o torturador. A humanidade tem o dever de odiar seus ofensores porque o perdão coletivo é falta de memória e de vergonha”.

Apesar da veemência de Ayres Brito, o relator da ação contra a anistia, ministro Eros Grau, ele mesmo um ex-comunista preso e torturado no DOI-CODI paulista, manteve sua posição contrária: “A ação proposta pela OAB fere acordo histórico que permeou a luta por uma anistia ampla, geral e irrestrita”, disse Eros Grau, certamente esquecido ou desinformado, algo imperdoável para quem é juiz da mais alta Corte e também sobrevivente da tortura. A anistia de 1979 não é produto de um consenso nacional. É uma lei gestada pelo regime militar vigente, blindada para proteger seus acólitos e desenhada de cima para baixo para ser aprovada, sem contestações ou ameaças, pela confortável maioria parlamentar que o governo do general Figueiredo tinha no Congresso: 221 votos da ARENA, a legenda da ditadura, contra 186 do MDB, o partido da oposição.

Nada podia dar errado, muito menos a anistia controlada.

Amplo e irrestrito, como devia saber o ministro Grau, era o perdão indulgente que o regime autoconcedeu aos agentes dos seus órgãos de segurança. Durante semanas, o núcleo duro do Planalto de Figueiredo lapidou as 18 palavras do parágrafo 1° do Art. 1° da lei que abençoava todos os que cometeram “crimes políticos ou conexos com estes” e que não foram condenados. Assim, espertamente, decidiu-se que abusos de repressão eram “conexos” e, se um carcereiro do DOI-CODI fosse acusado de torturar um preso, ele poderia replicar que cometera um ato conexo a um crime político. Assim, numa única e cínica penada, anistiava-se o torturado e o torturador.

Em 22 de agosto de 1979, após nove horas de tenso debate, o Governo aprovou sua anistia, a 48ª da história brasileira. Com a pressão da ditadura, aprovou-se uma lei que não era ampla (não beneficiava os chamados ‘terroristas’ presos), nem geral (fazia distinção entre os crimes perdoados) e nem irrestrita (não devolvia aos punidos os cargos e patentes perdidos).

Mesmo assim, o regime suou frio: ganhou na Câmara dos Deputados por apenas 206 votos contra 201, graças à deserção de 15 arenistas que se juntaram à oposição para tentar uma anistia mais ampliada. Um dos mentores do ‘crime conexo’ era o chefe do Serviço Nacional de Informações, o SNI, general Octávio Aguiar de Medeiros, signatário da anistia de agosto de 1979.

Menos de dois anos depois, em abril de 1981, um Puma explodiu antes da hora no Riocentro, no Rio de Janeiro. Tinha a bordo dois agentes terroristas do Exército: o sargento Guilherme do Rosário, que morreu com a bomba no colo, e o capitão do DOI-CODI Wilson Machado, que sobreviveu impune e, apesar das feias cicatrizes no peito, virou professor do Colégio Militar em Brasília.

Em 24 de abril passado, em trabalho admirável, os repórteres Chico Otávio e Alessandra Duarte, de O Globo, revelaram ao país a agenda pessoal do sargento morto, a agenda que o Exército considerou desimportante para seu arremedo de investigação. Pois lá estão anotados os nomes reais (sem codinome) e os telefones de 107 pessoas, de oficiais graduados a soldados, de delegados a detetives, passando pelo Estado-Maior da PM e o comando da Secretaria de Segurança. Nessa ‘Rede do Terror’ que conspirava para endurecer o regime não consta o nome de um único guerrilheiro. Todos os terroristas, ali, integravam o aparelho de Estado, patrono da complacente autoanistia que não satisfazia nem seus radicais.

O nome mais ilustre da agenda é Freddie Perdigão, membro de um certo ‘Grupo Secreto’ organização paramilitar de direita que jogava no fechamento político. Perdigão era coronel da Agência Rio do SNI do general Medeiros. Nada mais cínico e nada mais conexo do que isso.

O ‘Grupo Secreto’ é responsável por algumas das 100 bombas que explodiram no Rio e São Paulo entre a anistia de agosto de 1979 e o atentado do Riocentro de abril de 1981, endereçadas a bancas de jornal, publicações alternativas da oposição, Assembleia Legislativa e às sedes da OAB e da ABI.

Apesar da equivocada decisão do Supremo, o Brasil acaba de ser condenado na Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA por se eximir da investigação e punição aos agentes do Estado responsáveis pelo desaparecimento forçado de 70 guerrilheiros do Araguaia. “A Lei da Anistia do Brasil é incompatível com a Convenção americana, carece de efeito jurídico…”, criticou a Corte da OEA.

Em novembro passado, o Ministério Público Federal em São Paulo ajuizou ação civil pública pedindo a responsabilização civil de três oficiais das Forças Armadas e um da PM paulista sobre morte ou desaparecimento de seis pessoas e a tortura de outras 20 detidas em 1970 pela Operação Bandeirante (Oban), o berço de dor e sangue do DOI-CODI, a sigla maldita que marcou o regime e assombrou os brasileiros. O capitão reformado do Exército Maurício Lopes Lima é frontalmente acusado pelos 22 dias de suplício a uma das presas, líder da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Nome da presa torturada: Dilma Rousseff.

Agora presidente, Dilma Rousseff encara este desafio que intimidou os cinco homens que a antecederam no Palácio do Planalto a partir de 1985, quando acabou a ditadura: a punição aos torturadores do golpe de 1964. Não será por revanchismo, mas pelo dever ético de todo país que respeita a verdade, a memória e sua história. Como fazem com altivez a Argentina, o Uruguai, o Chile ao lavar suas feridas, feias como as nossas.

Quando fui chamado para trabalhar na revista Veja em Porto Alegre, em 1971, o chefe da sucursal era Paulo Totti. Aos 32 anos, era o mais talentoso jornalista do Rio Grande do Sul, a melhor escola que um repórter poderia ter. Em dezembro de 2007, cinco meses antes de completar 70 anos, Totti conquistou o Prêmio Esso de Economia com uma reportagem sobre a China, publicada no diário Valor Econômico. O melhor jornalista gaúcho há 40 anos é ainda hoje um dos grandes repórteres brasileiros. É dele esta frase consoladora:
– A função do repórter é a única que vai sobreviver no jornalismo do futuro. Sempre vamos precisar, no futuro, de alguém que pergunte.

Totti disse e eu completo: o importante – ontem, hoje e sempre – é duvidar e perguntar.

Espero que o título honroso que a UnB hoje me confere seja o reconhecimento não às respostas que obtive, mas às perguntas que fiz ao longo destas últimas quatro décadas.

Clique aqui para ler o discurso de Luiz Claudio Cunha na íntegra.


Fonte: conversaafiada.com.br

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Internet brasileira agora tem mapa da corrupção


RIO - Uma ferramenta inteligente e útil aos direitos de liberdade de expressão. Esta foi a opinião do coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Marlon Reis, ao saber do Mapa da Corrupção, uma espécie de "wikileaks" criado pela editora de imagens Raquel Diniz. Marlon reconhece que o serviço, hospedado no Google Maps, tem um potencial muito grande para mobilizar a sociedade de forma colaborativa e que por isso vai levar o tema para ser discutido na próxima reunião do MCCE, ainda este mês.

Fonte: http://oglobo.globo.com

domingo, 12 de junho de 2011

Venício e a Globo. A Classe C existe ! Ah...

Como se sabe, esse ansioso blogueiro sustenta que para o Cerra e o Farol de Alexandria, a Classe C fica entre a Primeira e a Business.

Ou não foi o luminoso Farol quem disse que não dá a mínima para o povão ?

Ou não é o Cerra quem estabelece equivalências entre o Bolsa Família e resíduos sólidos ?

Pois, até a Globo descobriu a Classe C, amigo navegante !

Deve ter sido a urubóloga, sempre atenta aos movimentos sociais (dos de cima em direção aos de baixo !).

O professor Venício Lima, que terá destacado papel no II Encontro Nacional de Blogueiros neste fim de semana em Brasília, percebeu mudança significativa no radar social da Globo, em artigo extraído da Carta Maior

DEBATE ABERTO



Formação de opinião: cai a ficha da grande mídia



A sobrevivência no “mercado” talvez obrigue o jornalismo televisivo a operar mudanças não só nos níveis local e regional, mas também no nacional. Afinal, a classe C agora sabe o que quer, tem “mais presença, mais opinião” e é preciso atendê-la.



Venício Lima



(*) Artigo publicado originalmente no Observatório da Imprensa



Raras vezes a realidade fala mais alto e revela ter mais poder do que alguns atores tradicionais da grande mídia brasileira.



Um artigo de Soraya Aggege, sob o título “O poder da maioria”, recentemente publicado na CartaCapital (n. 644, de 4/5/2011), fez um interessante resumo de informações que têm circulado há algum tempo sobre a impressionante ascensão que a classe C teve em nosso país, nos últimos anos. A revista se utiliza, sobretudo, de dados do instituto Data Popular, especializado em pesquisar esse segmento da população que, em 2014, será majoritário e concentrará 54% do eleitorado.



Nada de novo. Apenas algumas confirmações e, mais importante, algumas conseqüências.



“Deslocando” a formação da opinião


A matéria afirma que “no atual contexto, dizem os especialistas, o eixo da formação de opinião deslocou-se dos pais, ou de velhas lideranças locais, como padres e representantes comunitários, para os filhos”. E prossegue: “Os dados revelam que, nesse segmento, o que mais vale não é o que diz a televisão. Nada menos que 79% deles confiam mais nas recomendações dos parentes que na propaganda de tevê. Para se ter uma ideia, no Nordeste, onde se deu a maior expansão desse estrato social, 74% preferem se informar pelo boca a boca”.



Ao longo do texto alguns depoimentos colhidos de novos representantes da Classe C ratificam aquilo que as pesquisas revelam. Exemplo:



** “Aos 20 anos, [Vanessa Antonio] integra a porção jovem dos 31 milhões de brasileiros recém-instalados no meio da pirâmide social, com renda familiar mensal entre 1,5 mil e 5 mil reais. [Ela] e outros milhões de jovens das periferias começam a desempenhar o papel de principais formadores de opinião da chamada “nova classe média”. E mais: “Para os jovens como [Vanessa], três fatores aumentaram seu poder de opinião sobre a família e suas comunidades: emprego, estudos e o que eles chamam de “nova bomba do mundo”, a tecnologia. “Temos computadores e celulares. Nossas famílias agora têm mais acesso à informação. Agente vê as notícias, compara na internet e conta para eles.”



Esse extraordinário fenômeno de deslocamento do poder de construção da opinião pública de seus “formadores tradicionais” (pais, padres, professores e colunistas da velha mídia, dentre outros) para “líderes de opinião” das classes em ascensão social, com acesso direto e/ou indireto a fontes alternativas de informação, sobretudo à internet, já havia sido identificado faz tempo e deu mostras inequívocas de seu poder pelo menos desde as eleições de 2006 [cf. Venício A. de Lima, A Mídia nas Eleições de 2006, Perseu Abramo; 2007 e, neste Observatório , “A internet e os novos formadores de opinião”].



A grande mídia brasileira, no entanto, fazia de conta que não via o que estava acontecendo no país [ver, neste OI, “A velha mídia finge que o país não mudou”].



A entrevista de Florisbal


Por total coincidência, alguns dias depois da matéria da CartaCapital, sob o sugestivo título “Globo muda programação para atender a nova classe C”, o portal UOL divulga uma longa entrevista com Octavio Florisbal, diretor-geral da Globo. O que diz ele? Vale a pena ler a entrevista na sua totalidade, mas reproduzo abaixo alguns highlights:



Na introdução à entrevista Maurício Stycer escreve:



“A Rede Globo aprofundou um processo de modificações em sua programação para atender a uma nova clientela: a emergente classe C. As mudanças afetam as áreas de novelas, os programas de humor e o jornalismo. E objetivam deixar a programação mais popular. A nova classe C, na visão da emissora, quer se ver retratada nas telas.”



O diretor-geral da Globo afirma:



** “Em dramaturgia, se você voltar 20 anos, você tinha alguns estereótipos. A novela estava centrada nos Jardins, em São Paulo, ou na zona sul do Rio e tinha um núcleo, aquele núcleo alegre, de classe C, na periferia. Hoje, não. A gente começa a ver essas histórias trafegando mais na periferia.”



** “[A classe C] tem que estar mais bem representada e identificada na dramaturgia, no jornalismo. Antes, você fazia uma coisa mais geral. Hoje, não. A gente tem que ir, principalmente nos telejornais locais, ao encontro deles. Eles têm que ver a sua realidade retratada nos telejornais. (…) No jornalismo é a mesma coisa. (…) Tem a redação móvel, que vai nas periferias e faz de lá. Nos telejornais nacionais você também tem que cuidar bem para não colocar em excesso certos temas que não atendem tanto.”



Aaahhh… Então a classe C não estava sendo “retratada nas telas”, ausente no entretenimento e ausente no jornalismo? Uai… não era a exclusão de alguns setores da população da telinha – a ausência de pluralidade e diversidade na representação – exatamente o que críticos da mídia apontam há anos?



E continua o diretor-geral:



** “No passado, a classe C seguia muito os padrões das classes A e B. (…) Eram seguidores. (…) Houve uma mudança de comportamento e de valores para estas pessoas. Acabamos de fazer uma pesquisa muito interessante de classe C que mostra isso. (…) Aquela divisão de que 80% do público é das classes C, D e E continua, mas eles têm mais presença, mais opinião. Eles ascenderam. Têm um jeito próprio de ser. Você tem que atendê-los melhor.”



Aaahhh… quer dizer que a classe C não é mais seguidora, agora ela sabe o que quer. Talvez, quem sabe, tenha aprendido até mesmo a votar, não é mesmo?



Mudanças inevitáveis?


Ao que parece, alguns princípios consagrados na Constituição de 1988, esperando há mais de 22 anos para serem cumpridos, acabarão acontecendo por força das mudanças que ocorreram no país, independente até mesmo da regulamentação legal. Exemplo: a regionalização da produção cultural, artística e jornalística.



Da mesma forma, a sobrevivência no “mercado” talvez obrigue o jornalismo televisivo a operar mudanças não só aos níveis local e regional, mas também no nacional. Afinal, a classe C agora sabe o que quer, tem “mais presença, mais opinião” e é preciso atendê-la.



Há realmente momentos em que a realidade parece ser mais forte do que o status quo.



A ver.



Professor Titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de Regulação das Comunicações – História, poder e direitos, Editora Paulus, 2011.

 

Fonte: http://www.conversaafiada.com.br

sábado, 11 de junho de 2011

Está chegando!

O São João está chegando! Mais uma vez o nordeste está eufórico com a sua principal festa. É o assunto do momento nas residências, escola e trabalho. Quem não quer da uma fugidinha dessa rotina e entrar no clima? Comer uma canjica, um milho assado e dançar aquele forró?

Pena que esse ano não vou poder viajar. As tarefas e os compromissos nesse momento são muitos! Mas, espero, fazer aquela comemoração em casa com os amigos! Pelo menos isso...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Nuvem de cinzas de vulcão já atinge região de Curitiba

CURITIBA  - A nuvem de cinzas provocada pelo vulcão chileno Puyehue atingiu há pouco a região de Curitiba, segundo o boletim mais recente emitido pelo Volcanic Ash Advisory Centres da Argentina, instituto responsável pelo monitoramento da situação no Cone Sul. A informação é do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), da Força Aérea Brasileira (FAB). Em nota, a empresa argentina afirma que a camada continua se deslocando para cima, mas com a possibilidade de seguir para o Oceano Atlântico, se mantidas as atuais condições meteorológicas.


Por enquanto, o Aeroporto Internacional Afonso Pena, em Curitiba, continua operando normalmente. Desde a madrugada de hoje (10), um intenso nevoeiro atinge Curitiba e região metropolitana e o sul do Paraná, ao longo da Bacia do Iguaçu. Com a visibilidade do ar reduzida na região, o aeroporto de Curitiba permaneceu fechado para pousos das 23h de ontem (9) até as 8h da manhã de hoje (10).

De acordo com a Infraero, dos 38 voos programados para pousar em na capital paranaense, entre meia-noite e 11h de hoje, 21 foram cancelados e 12 estavam atrasados. Dos 50 voos programados para decolar, 30 foram cancelados e dez estavam com atraso.

O aeroporto de Curitiba operou com restrições em decorrência da meteorologia e, segundo as companhias aéreas, apenas voos que tinham como destino Florianópolis e Porto Alegre foram prejudicados em consequência da nuvem de cinzas que ocupa o espaço aéreo dessas regiões.

A abrangência agora da camada de nuvem vulcânica inclui a região de Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba. De acordo com Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), que tem coordenado o tráfego aéreo nas áreas atingidas, a nuvem está concentrada entre 6.000 metros e 7.600 metros de altitude (atualizado às 10h).

Fonte: http://www.jb.com.br/ 

Caso Battisti: embaixador da Itália no Brasil estará em Roma segunda-feira

BRASÍLIA - O embaixador da Itália no Brasil, Gherardo La Francesca, estará segunda-feira em Roma, para prestar consultas ao Ministério de Assuntos Exteriores do país. Francesca foi convocado hoje pelo governo da Itália para esclarecimentos sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de rejeitar a extradição e autorizar a libertação do ex-ativista político Cesare Battisti.

Diplomatas brasileiros foram informados pelas autoridades italianas que a convocação, embora motivada pela libertação de Battisti, tem o objetivo de esclarecimentos técnicos e jurídicos sobre o caso. O governo da Itália indicou que pretende recorrer à Corte de Haia por discordar da decisão e considerar que houve um desrespeito ao tratado de extradição em vigor com o Brasil.

A convocação do embaixador italiano foi informada publicamente em comunicado divulgado hoje pelo Ministério de Assuntos Exteriores.  A medida tem caráter temporário e foi assinada pelo ministro de Assuntos Exteriores da Itália, Franco Frattini.  “[O ministro] Franco Frattini decidiu temporariamente convocar a Roma o embaixador em Brasília, Gherardo La Francesca, para consultas”, diz o texto.

Para as autoridades italianas, a decisão da Suprema Corte contraria o tratado de extradição existente e as premissas do direito internacional. Não há data ainda para o ingresso da ação na Corte de Haia. “[A convocação do embaixador tem o objetivo de] aprofundar, juntamente com as autoridades competentes, os aspectos técnicos e jurídicos relacionados com a aplicação de acordos bilaterais existentes, visando a iniciativas e recursos ante as instâncias judiciais internacionais”.

Em 1988, Battisti foi condenado na Itália, à revelia, por participação em quatro assassinatos, cometidos nos anos 70. O ex-ativista nega. Porém, as autoridades italianas o consideram um criminoso comum, enquanto as brasileiras o tratam como perseguido político. Nos últimos quatro anos, o ex-ativista ficou preso em Brasília. Ele foi libertado na madrugada de ontem (9).

Fonte: http://www.jb.com.br

Dica para Concurso: aspectos gerais da redação oficial de acordo com o manual de redação da presidência da república

A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade. Fundamentalmente esses atributos decorrem da Constituição, que dispõe, no artigo 37: “A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)”. Sendo a publicidade e a impessoalidade princípios fundamentais de toda administração pública, claro está que devem igualmente nortear a elaboração dos atos e comunicações oficiais.

 Deve se pautar na Impessoalidade, Formalidade e Padronização, Concisão, Clareza, entre outros aspectos.
Vejamos a concordância e emprego dos pronomes de Tratamento.

 

Concordância com os Pronomes de Tratamento

Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à concordância verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige a comunicação), levam a concordância para a terceira pessoa. É que o verbo concorda com o substantivo que integra a locução como seu núcleo sintático: “Vossa Senhoria nomeará o substituto”; “Vossa Excelência conhece o assunto”.
Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre os da terceira pessoa: “Vossa Senhoria nomeará seu substituto” (e não “Vossa ... vosso...”).
            Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gênero gramatical deve coincidir com o sexo da pessoa a que se refere, e não com o substantivo que compõe a locução. Assim, se nosso interlocutor for homem, o correto é “Vossa Excelência está atarefado”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeito”; se for mulher, “Vossa Excelência está atarefada”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeita”.

Emprego dos Pronomes de Tratamento

            Como visto, o emprego dos pronomes de tratamento obedece a secular tradição. São de uso consagrado: Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:


a) do Poder Executivo;
Presidente da República;
Vice-Presidente da República;
Ministros de Estado;
Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal;
Oficiais-Generais das Forças Armadas;

Embaixadores;
Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza especial;
Secretários de Estado dos Governos Estaduais;
Prefeitos Municipais.
b) do Poder Legislativo:
Deputados Federais e Senadores;
Ministros do Tribunal de Contas da União;
Deputados Estaduais e Distritais;
Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais;
Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.
c) do Poder Judiciário:
Ministros dos Tribunais Superiores;
Membros de Tribunais;
Juízes;
Auditores da Justiça Militar.
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional,
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal.
As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo:
Senhor Senador,
Senhor Juiz,
Senhor Ministro,
Senhor Governador,
No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência, terá a seguinte forma:

A Sua Excelência o Senhor
Fulano de Tal
Ministro de Estado da Justiça
70064-900 – Brasília. DF

A Sua Excelência o Senhor
Senador Fulano de Tal
Senado Federal
70165-900 – Brasília. DF

A Sua Excelência o Senhor
Fulano de Tal
Juiz de Direito da 10a Vara Cível
Rua ABC, no 123
01010-000 – São Paulo. SP


Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento digníssimo (DD), às autoridades arroladas na lista anterior. A dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetida evocação. Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para particulares. O vocativo adequado é:


Senhor Fulano de Tal,
(...)
No envelope, deve constar do endereçamento:
Ao Senhor
Fulano de Tal
Rua ABC, no 123
12345-000 – Curitiba. PR
Como se depreende do exemplo acima, fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor.
Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Evite usá-lo indiscriminadamente. Como regra geral, empregue-o apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso universitário de doutorado. É costume designar por doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em Medicina. Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações.
            Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência, empregada por força da tradição, em comunicações dirigidas a reitores de universidade. Corresponde-lhe o vocativo:
Magnífico Reitor,
(...)
Os pronomes de tratamento para religiosos, de acordo com a hierarquia eclesiástica, são:
Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo correspondente é:
Santíssimo Padre,
(...)
Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima, em comunicações aos Cardeais. Corresponde-lhe o vocativo:
Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou
Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal,
(...)
Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunicações dirigidas a Arcebispos e Bispos; Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima para Monsenhores, Cônegos e superiores religiosos. Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, clérigos e demais religiosos.
Fonte: www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/index.htm

Nuvem de cinzas pode chegar a SP e já está sobre PR, RS e SC

ÃO PAULO, PORTO ALEGRE e RIO - A nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyehue-Cordón Caulle pode chegar a São Paulo no sábado ou no domingo, segundo o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Saulo Freitas. De acordo com a Aeronáutica, a nuvem agora está sobre os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Segundo Saulo, a densidade da nuvem é pequena. - O vento, nos próximos dias, continua soprando na direção do Sudeste. Ou seja, a tendência é mais cinzas chegarem nos estados do Sul e talvez passando levemente sobre o estado de São Paulo nos próximos dias - disse Saulo.

Segundo Saulo, essa chegada da nuvem a São Paulo vai depender das condições meteorológicas. 

- Vai depender se o vento vai ficar como previsto, daí chega em São Paulo. Se o vento mudar por algum processo que a gente não esteja prevendo corretamente pelo modelo, a nuvem pode ser direcionada rapidamente para o oceano. Na verdade, ela vai passar quase que tangenciando o estado de São Paulo e indo para o Oceano Atlântico - disse. 

O pesquisador estima que até terça-feira o Brasil não tenha registros da nuvem de cinzas. 

- Provavelmente nos próximos dois, três dias, o vento vai mudar de direção e vai soprar direto para o Atlântico. A nuvem vai passar direto pela Argentina e vai para o Atlântico. 

O Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) da Aeronáutica, que coordena o tráfego aéreo nas áreas atingidas, diz que a nuvem de cinzas está numa altura que varia entre 6 mil e 7.600 metros. "Se mantidas as atuais condições meteorológicas, a tendência é que nuvens sigam para o Oceano Atlântico", diz a Aeronáutica. 

Após algumas horas com operações suspensas no estado de Santa Catarina, a Gol decidiu retomar os voos de e para Florianópolis e Joinville. A Infraero, no entanto, afirma que até a manhã desta sexta-feira todos os pousos e decolagens programados para o aeroporto de Navegantes, na capital catarinense, foram cancelados. Em Porto Alegre, apenas um voo da Trip operou, já que a companhia aérea utiliza aviões de pequeno porte, que voam a baixa altitude. 

As empresas aéreas Gol, TAM, Webjet e Azul cancelaram seus voos em Porto Alegre na noite desta quinta-feira. Até 12h desta sexta-feira, não há voos previstos no aeroporto Salgado Filho, exceto uma decolagem da companhia aérea Trip. Segundo informações da Infraero, todos os pousos foram cancelados na capital gaúcha. 

A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou na madrugada desta sexta-feira que cerca de 70% do Estado do Rio Grande do Sul registram a presença de nuvens decorrentes do vulcão. 

A partir da previsão da FAB para a madrugada desta sexta, devem ser coordenados desvios de rotas para que as aeronaves não atravessem ou ingressem na camada de nuvens, que estaria até cerca de 7 mil metros de altitude. Acima disso, em princípio, não há restrições para o tráfego aéreo em rota. 

Quatro voos que partiriam nesta sexta-feira do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio, rumo à Argentina foram cancelados. Outros dois voos que tinham como destino Porto Alegre também foram suspensos. 

As operações nos aeroportos de Buenos Aires e de Montevidéu estão paradas pelo mesmo motivo. Só na Argentina, 300 voos foram cancelados, e a nuvem só deve dispersar na noite de sexta. 

Em Santa Catarina, a Gol decidiu suspender as operações a partir das 4h da manhã em Florianópolis, Chapecó e Navegantes. Entre 18h30m e meia-noite, a Gol cancelou 22 voos com destino, origem ou escala em Porto Alegre, a maioria deles doméstico. Na Azul , são oito os voos com a capital gaúcha cancelados, e na TAM , 15. A Webjet suspendeu 12. 

Fonte: http://oglobo.globo.com